O Corpo de Bombeiros parananense abriu o quadro feminino em 2004 e, na primeira turma, 20 mulheres se formaram praças. Uma delas, a soldado Camila Ludwig, 24 anos, foi para a frente de combate ao fogo. ''É preciso ter cuidado e não esquecer as técnicas. Os homens levam vantagem na força, mas trabalhamos com muita competência'', conta.
Para ser bombeiro, é preciso passar pelos mesmos trâmites da Polícia Militar. Camila recorda que o treinamento na Academia do Guatupê foi duro, mas não a embruteceu. ''Somos femininas e o segredo está em fazer o serviço com amor. Não duvido do aumento de nossa presença porque há mulheres que têm o dom para estar aqui, só que antes as portas eram fechadas.''
Hoje existem 24 cadetes em preparação na Academia do Guatupê, além das formadas. Um número baixo comparado aos 3.156 homens da corporação. ''É uma questão de tempo absorvermos o espaço reservado a nós. A nossa recepção foi muito boa, apesar da mudança de rotina do quartel. A minoria torceu o nariz para nós''. Ela não descarta a estabilidade financeira do serviço militar como um grande atrativo e completa que ''a satisfação pessoal em salvar vidas é maravilhosa''.
Danila Prado Falcão, 22 anos, está na corporação desde 2005 e já atuou no combate a incêndios, como guarda-vidas e como socorrista.''Sinto-me satisfeita quando posso orientar a população a adotar ações preventivas. A profissão ainda gera curiosidade, mas em nosso dia-a-dia encaramos as alegrias e responsabilidades, inerentes em qualquer trabalho, de forma bem natural.'' (C.P.)

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