ABSORVENTE INTERNO
Alguns cuidados são necessários, tais como lavar bem as mãos e inserir o absorvente no local adequado, que é o terço médio da vagina, onde existem menos nervos sensitivos. A troca deve ser realizada de acordo com o fluxo menstrual, respeitando o intervalo máximo de 8h. Para aquelas com grande fluxo, deve ser feita a troca a cada 4h. Durante o período noturno e em pessoas de menor fluxo pode ser trocado a cada 8h. Para a retirada do absorvente, basta puxar uma pequena cordinha. A mulher deve encontrar uma leve resistência, e isso é natural, visto que o mesmo absorve o sangue como uma 'esponja', aumentando seu tamanho.
As mulheres virgens também podem usar o absorvente interno, pois o hímen é elástico, o que não impede seu uso. Mas como existem diferentes formatos de hímen, é recomendado que se procure um ginecologista quando existe intenção de usá-lo.
Existe uma infecção bacteriana chamada síndrome do choque tóxico, que pode acometer tanto mulheres como homens e crianças. Como 50% dos casos ocorrem durante a menstruação, e às vezes a infecção está associada ao uso de absorvente interno, as pessoas que optarem por seu uso e apresentarem sintomas como febre alta, dores musculares, vermelhidão na pele, vômitos, diarréias e desmaios, devem retirá-lo e procurar um médico. É uma doença rara, mas pode ser grave. Para pessoas portadoras de doenças sexualmente transmissíveis, também é contra-indicado o seu uso.
Os absorventes internos podem ser usados por praticamente todas as mulheres e raramente causam problemas, desde que sejam observadas as recomendações do fabricante.
Marcelo Agudo Mendonça, ginecologista





