O primeiro tenente da Polícia Militar Célio Luiz Banaszeski, de 29 anos, foi julgado e absolvido na noite desta segunda-feira da acusação de homicídio qualificado contra a vida de Vilmar José da Silva Cardoso, na manhã do dia 16 de abril de 1994. O júri decidiu, por unanimidade, absolvê-lo por reconhecer que o tenente atirou em legítima defesa e de forma moderada. ‘‘Foi um tiro de segurança e que, infelizmente, acabou matando o rapaz’’, defendeu o advogado Antônio Augusto Figueiredo Bastos.
De acordo com a versão oficial, Cardoso teria tentado estuprar a irmã do tenente, ameaçando-a com uma faca e exibindo seus órgãos genitais. A moça teria conseguido fugir e se esconder na casa onde morava com o irmão, no bairro Boqueirão, em Curitiba. Banaszeski foi acordado pela irmã e foi atrás de Cardoso, vindo a encontrá-lo 20 minutos após a tentativa de estupro. ‘‘Vilmar tentou esfaqueá-lo, mas o tenente reagiu com um tiro’’, contou o advogado. O tiro foi dado na região das nádegas e acabou perfurando o intestino. ‘‘Foi uma fatalidade’’, afirmou Bastos.
Banaszeski não foi afastado da corporação, enquanto estava sendo julgado pela Justiça Comum. No entanto, ele ficou durante os cinco anos até o julgamento sem que pudesse progredir na carreira militar. Este foi o primeiro caso de um oficial que foi julgado na Justiça Comum, em Curitiba. O promotor Rui de Macedo, que acompanhou o caso, ainda poderá recorrer da sentença do juiz João Koptosky junto ao Ministério Público.

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