Abrindo caminhos para a Ciência
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O Museu de Ciência e Tecnologia (MCTL) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) abriu as portas ontem para receber alunos de escolas de Londrina com o objetivo de mostrar na prática diferentes fenômenos químicos e físicos. Até sexta-feira pelos 500 estudantes devem visitar o laboratório dentro da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC).
A SNTC ocorre simultaneamente em todo o país, com o intuito de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto do Ministério da Ciência e Tecnologia é realizado em 330 instituições de 346 cidades. No Paraná, as atividades estão sendo ofertadas em 53 municípios, com participação de quatro instituições.
Os 44 alunos, do 3º, 4º e 5º anos, da Escola Municipal Jadir Dutra de Souza, do Patrimônio Selva (zona sul), ficaram deslumbrados com as experiências realizadas por alunos dos cursos de Química e Física da UEL. "Eu gostei muito da visita, foi muito legal. O aparelho que eu mais gostei foi aquele em que a gente coloca o braço perto e sente uma corrente elétrica", contou Victor Eduardo dos Santos, de 9 anos, e aluno do 3º ano.
De acordo com Franceline Cardoso, de 19, aluna do 2º ano do curso de Física e estagiária do MCTL, o gerador de Vandegraff simula o atrito entre corpos neutros e carregados. "Ele faz o processo de eletrização. A sensação é a mesma quando você coloca o braço na frente de uma TV de tubo. Há uma leve corrente elétrica", explicou.
Para a professora de Ciências da Jadir de Souza, Tamires Araújo, a visita ao Museu permite aliar o aprendizado da sala de aula com a prática. "Aqui eles puderam ver a aplicabilidade dos conteúdos e conceitos aprendidos. Fica mais fácil ensinar", frisou. "Os alunos ficam muito entusiasmados e curiosos ao ver que aquilo que se aprendeu pode ser colocado em prática", ressaltou a professora, que administra a oficina de Orientação de Leitura e Estudo, no contraturno escolar.
Márcia Cristina Sampaio é coordenadora da Escola Municipal Elias Kauan, localizada no Conjunto Novo Amparo, na zona norte, e relatou que o interesse e a participação dos alunos foi grande e por isso a visita foi proveitosa. "Eles tiveram contato com uma gama de equipamentos que não existe na escola. Experiências como essas são um dos caminhos para despertar o interesse de alunos que podem se tornar futuros profissionais nestas áreas", relatou a professora, que levou 42 alunos do 1º ao 4º do Ensino Fundamental.
O aluno do 4º ano, Gabriel Henrique Januário, 10 anos, corria de um lado para outro empolgado para experimentar todos os equipamentos distribuídos no galpão de física do Museu. E se encantou com o Transformador de Imagens. "É muito legal porque você consegue ver a imagem de quem está do outro lado", relatou. Dividido por um vidro com uma película escura, ao iluminar um dos lados se transforma em espelho e reflete a imagem para o lado oposto. A técnica empregada no aparelho é bastante usada pela polícia científica.
O estudante de Química da UEL e estagiário do MCTL, Gustavo Candelária, de 22, ressaltou que as visitas são uma forma de desmistificar o ensino da disciplina. "Eles se mostraram muito receptivos e na prática tentamos mostrar que a Química faz parte do nosso dia a dia e não é aquele monstro que muito gente prega", comparou.


