Abrigo para adolescentes é inaugurado
O Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) de Londrina inaugurou ontem de manhã a Casa de Semiliberdade para meninos de 12 a 18 anos. Ela abrigará nove adolescentes que serão encaminhados pela Vara da Infância e Juventude para a socialização e resgate da cidadania.
O Programa de Semiliberdade é uma exigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completa 10 anos em 2000. No Brasil, o programa existe em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Bahia. No Paraná, funciona desde 97 em Ponta Grossa e há um ano em Curitiba e Foz do Iguaçu. Mesmo sendo seu mantenedor, o presidente do Instituto de Assistência Social do Paraná (IASP), Alouisio Pacheco, não soube dizer quanto o governo gasta por mês com esses adolescentes.
Além da adaptação à convivência em grupo, os adolescentes inseridos no programa terão que frequentar escola, fazer um curso profissionalizante e trabalhar. Queremos ajudar estes jovens a fortalecer sua auto-estima e traçar um plano de vida. Para isso não há prazo definido. Quem vai determinar a conclusão são os educadores e o juiz, disse o diretor do Ciaadi, Marcio de Jesus Filla.
Durante a cerimônia de inauguração da Casa, Heitor Neia, diretor de Recursos Humanos do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), disse que esta semana o Ciaadi e o Instituto formalizam um convênio que fornecerá bolsas-aprendizagem para os adolescentes do programa. Eles participarão de cursos técnicos com a oportunidade de colocar os ensinamentos em prática.
Em Londrina, a Casa de Semiliberdade fica no Jardim Guararapes, vizinha à sede do Ciaadi, na zona leste da cidade. Construída num terreno doado pela prefeitura, a Casa custou ao governo do Estado R$ 65 mil. Dotada de uma infra-estrutura completa, a Casa será coordenada pelo Ciaadi através de seis educadores, um psicólogo e um assistente social. Conforme Filla, ela significa um avanço no cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. O próximo passo será a instalação de um internato para 80 jovens ao lado da Prisão Provisória de Londrina. A unidade custará R$ 1,2 milhão e seu projeto está em fase final. Segundo Pacheco, a obra deverá ser concluída até o final de 2001.





