Abordagem precisa ser positivada, diz professor
A abordagem da cultura afro-brasileira nas escolas demanda capacitação por parte dos educadores para fugir da folclorização. O presidente do Coletivo Estadual de Combate ao Racismo, Celso José dos Santos, salienta que o indicado é apresentar a história dos negros de maneira "positivada em relação à participação deste povo na formação do Brasil". "Muitas vezes fala-se apenas do samba, esportes e músicas, sem citar conhecimentos que eles detinham. Um deles, só para se ter uma ideia, é o Teorema de Pitágoras, ensinado em Matemática. Poucos sabem que, um século antes, mulheres da África já usavam este conhecimento para tecer tapetes", pontua.
O mesmo, assinala o professor, ocorre quando se estuda a fase da mineração no País ou o plantio de cana-de-açúcar, atividades que os negros dominavam na época em que foram trazidos forçadamente para o Brasil. "O que fica no imaginário é que o Brasil só se desenvolveu por causa da imigração europeia. Não estamos descaracterizando o conhecimento deles, mas queremos resgatar esta contribuição africana", destaca Santos.
Foi isso o que fez a professora Sandra Aguillera com as turmas do Colégio Estadual Professora Maria José Balzanelo Aguillera, do Conjunto Cafezal, na zona sul de Londrina. Os alunos montaram uma exposição em homenagem a Zumbi dos Palmares. "Eles pesquisaram a vida dele como guerreiro, líder quilombola", diz. A atividade ganhou destaque nesta semana, em alusão ao Dia da Consciência Negra, quando também foram realizadas palestras sobre a temática.(A.L.)





