Abordagem a moradores de rua no Centro
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Profissionais do Serviço de Abordagem Social e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas I), juntamente com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps - AD) realizaram na manhã de ontem uma abordagem a moradores, comerciantes e pessoas em situação de rua na Concha Acústica, Centro de Londrina. O objetivo foi orientar o grupo de rapazes que dorme no local para que aceitasse encaminhamento tanto para abrigos quanto para o Caps-AD, já que há problemas de dependência química. Em relação a comerciantes e moradores, a intenção é mostrar como agir frente à situação.
Maria Lucimar Pereira, gerente dos Creas, explicou que como cidadãos, os rapazes têm o direito de ir e vir, por isso não podem ser obrigados a sair do local. ''Mas nós os orientamos sobre a proibição de permanecer lá, prevista no Código de Postura do município. Nossa dificuldade vem muito da forma como a população trata essas pessoas, dando roupas, comida e cobertores e facilitando que continuem nas ruas'', explicou. De acordo com ela, quem quiser fazer doações deve direcionar para entidades que repassarão a quem necessita.
Durante a abordagem, 11 homens estavam no local, mas apenas dois se dispuseram a ir para abrigos. Outros três negociavam tratamento no Caps e abrigamento em instituições. Um dos rapazes, que se identificou apenas como Leandro, disse que sairá da Concha depois que ganhar uma casa da prefeitura e assim ter para onde ir.
Segundo Maria, o abrigo é um local temporário e as pessoas permanecem lá até que se localize a família de origem ou o abrigado tenha condições de tocar sua vida sozinho. ''A abordagem busca acima de tudo mostrar os riscos que correm permanecendo nas ruas.''
Ela destacou que alguns até pedem trabalho, mas devido à condição de dependência química não são capazes de manter-se empregados. ''Precisamos que eles primeiro deixem o vício para depois darem outros passos. Já obtivemos sucesso em alguns casos, mas como muitos estão há bastante tempo nessa condição, não conseguem mudar de uma vez, tem que ser gradual'', observou.
De acordo com a gerente, em Londrina há cerca de 250 pessoas em situação de rua, mas apenas 40 realmente perambulam pela cidade há muito tempo. Vários têm família em Londrina, mas se alternam entre o domicílio fixo e os bancos de praça e marquises. ''Detectamos 11 perfis dessas pessoas, sendo um deles bem resistente às abordagens. São homens jovens e envolvidos com drogas'', contou, mas sem confirmar se seria este o do grupo que frequenta o local.
Maria explicou que a polícia deve ser chamada quando for cometido algum crime, como furtos e roubos. Em caso contrário deve-se acionar o Serviço de Abordagem Social, conhecido como Sinal Verde, que funciona de segunda à sexta-feira, das 7hs às 23hs e nos finais de semana em regime de plantão. Os telefones são (43) 3378-0417, (43) 9991-4568 e (43) 9996-3497.


