Abordados, eles se arriscam ainda mais
As empresas que atuam no transporte coletiva realizam campanhas de prevenção e de fiscalização, mas a incumbência de coibir a ''rabeira'' cabe à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O gerente de trânsito, Álvaro Grotti Júnior, admitiu o problema mas lamentou que abordar os adolescentes é difícil porque eles tendem a se arriscar ainda mais quando são perseguidos. Em todo o ano passado, os fiscais conseguiram apreender apenas duas bicicletas.
Segundo Grotti Júnior, a fiscalização é orientada a fazer a abordagem de quem é flagrado pegando carona nos coletivos porém, a perseguição não é aconselhada porque o adolescente acaba fazendo ainda mais peripécias no trânsito para escapar dos fiscais. ''Eles largam o ônibus e atravessam na frente dos carros, saem em disparada e até entram na contramão'', explicou.
Para o diretor de trânsito, a atitude mais correta para minimizar o problema são ações preventivas, como campanhas educativas de conscientização dos riscos. ''(Os caroneiros) São crianças, jovens na idade da aventura, entre os quais a emoção fala mais alto que a razão'', concluiu. (L.A.)





