Louco por doce-de-abóbora desde criança, o dono de transportadora Manoel Monteiro da Rocha não resistiu quando um parente, que mora em Araçatuba (SP), lhe ofereceu algumas sementes de uma ‘‘espécie especial de abóboras, muito carnuda, quase sem fiapos, excelente para a produção de doces’’.
Isto foi nas férias de janeiro. Rocha trouxe as sementes e plantou apenas uma, num pequeno canteiro do quintal quase que completamente cimentado, na casa em que mora no Jardim Alvorada (zona oeste de Londrina). ‘‘Com a terra bem estercada, a planta nasceu e começou a crescer rápido. A surpresa veio no mês de março: as abóboras nasceram às dezenas e não pararam de crescer.’’
Animado pelos vizinhos, seo Manoel Rocha emprestou uma balança para pesar alguns frutos, que têm a casca branca quando adultas. Cerca de dez abóboras pesam mais de 20 quilos. A maior delas chegou à marca de 30 quilos. Depois de ter comido algumas pequenas em forma de saladas e refogados, a família colheu anteontem a primeira grande - com pouco mais de 22 quilos - e madura para fazer doce.
‘‘A carne da abóbora, de um avermelhado bem forte, tem cerca de oito centímetros de espessura. Ela tem poucos fiapos e raras sementes. É ótima para fazer doce, que ficou delicioso’’, comenta Manoel Rocha, que não sabe o nome desta variedade de abóbora, que é uma planta da família das cucurbitáceas.
De acordo com Rocha, os vizinhos e amigos já estão fazendo fila para disputar as sementes das abóboras gigantes. ‘‘Todos que vêm aqui se surpreendem com a quantidade e o tamanho dos frutos numa só aboboreira, e que ainda teve que crescer por cima do piso cimentado com o calor do verão. Um agrônomo do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) disse que trata-se de uma espécie muito rara. Agora, a saída é dar o doce de abóbora para os parentes, amigos e toda a vizinhança.’’

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