Abinam contesta resultado de qualidade da água mineral
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de junho de 2002
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá - A Associação Brasileira de Água Mineral (Abinam) vai contestar judicialmente o Laboratório de Bacteriologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o chefe da Vigilância Sanitária de Maringá, Gilberto Pucca, pelas declarações feitas à imprensa sobre a qualidade da água mineral distribuída na cidade. O presidente da Abinam, Carlos Lancia, diz que houve um declaração precipitada do chefe da Vigilância Sanitária, uma vez que os testes sobre a qualidade da água ainda não foram concluídos.
Como se divulga que a qualidade da água não é boa antes mesmo de conferir esses testes, diz Lancia. Segundo ele, o laboratório da UEM não estaria dando exemplo de ética ao alarmar a população antes de conferir as suspeitas. Lancia considera que os testes feitos no início do ano pelo laboratório da UEM não podem ser tomados como conclusivos. Os testes feitos pelo laboratório não seguem a legislação específica para testes de água mineral e a coleta das amostras foi feita incorretamente, afirma.
A qualidade da água mineral comercializada em Maringá foi tema de reportagem publicada ontem pela Folha e outros jornais de Maringá e região, em função da iniciativa da Vigilância Sanitária de recolher galões de todas as marcas de água mineral comercializadas na cidade para teste de potabilidade e qualidade. A medida foi tomada por causa do resultado de uma análise realizada no início deste ano pelo Laboratório de Análises Clínicas da UEM que detectou a contaminação em mais de 60% da água mineral consumida em residências e estabelecimentos comerciais de Maringá.
Para a reportagem da Folha, o chefe da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca disse que o município vai proibir a comercialização das marcas de água mineral, cujos novos testes confirmarem a contaminação.


