Abifarma quer ação enérgica contra falsificação
A Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) vai se reunir hoje, em Brasília, com a Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde, e representantes das entidades sanitárias estaduais, pedindo que uma ação mais enérgica para controlar a falsificação de medicamentos. A entidade entende que a responsabilidade em controlar as quadrilhas fraudadoras é da Vigilância Sanitária e, também, da polícia, afirmou o presidente da Abifarma, José Eduardo Bandeira de Mello, que estava ontem em Curitiba participando de um evento da Secretaria de Estado da Saúde.
Mello afirma que o problema da falsificação vem crescendo nos últimos anos. As indústrias estão perdendo 1% de seu faturamento, cerca de R$ 200 milhões, por causa dos fraudadores, disse o presidente da Abifarma. No entanto, a diretora da Vigilância e Pesquisa da Secretaria de Estado da saúde, Mariângela Galvão, acredita que a incidência de fraudes seja maior do que a indústria farmacêutica estima. Existem diversas formas de falsificação, da mais grosseira até a mais sofisiticada, informou Galvão. Ela cita, como exemplo da falta de controle, um problema com a indústria Scherring. A empresa teve roubado um lote teste de cartelas de anticoncepcional, que continham apenas pílulas placebos.
Mello conta que é mais comum encontrar produtos falsificados nos estados da região Sudeste. Em Minas Gerais e São Paulo estão as praças onde a falsificação é mais corrente, principalmente entre os medicamentos de alto risco, destaca. (I.R.)





