Abertura de rua em área particular causa polêmica Josoé de CarvalhoJosoé de CarvalhoSEM SAÍDATerreno particular (acima) que foi aberto para tráfego até de ônibus agora está fechado. Medida desagradou os moradores do Jardim Colina Verde, como Wilza Carla Casarini (ao lado): ‘Nos dias dia chuva fica mais complicado’ Silvana Leão De Londrina A abertura ilegal de um trecho de Rua no Jardim Colina Verde (zona oeste de Londrina) tem causado mal-entendidos entre os moradores da região, prefeitura e dono de terreno. A continuação da Rua Alfazema, que até alguns meses atrás era aberta ao tráfego e chegou a ser contemplada com linha de ônibus, foi interditada pela prefeitura, provocando revolta em quem utilizava o trecho para facilitar o acesso tanto para a Avenida Faria Lima como para a PR 445. A cerca que impede a passagem é frequentemente violada. A vendedora Wilza Carla de Oliveira Casarini não sabe exatamente por que a rua foi fechada, mas sente na pele as dificuldades geradas pela proibição do tráfego no local. Ela mora no Residencial San Pablo, localizado à beira da rodovia PR 445 e a Kombi que traz seu filho da escola o deixa no final do asfalto da Alfazema (da cerca em diante, o trecho é cascalhado). Dali em diante ela tem que caminhar a pé com o garoto. ‘‘Nos dias de chuva fica mais complicado ainda’’, diz, explicando que as empresas de transporte escolar se negam a fazer o trajeto pela rodovia, alegando dificuldade de acesso aos prédios do San Pablo. Segundo Carla Casarini, se a rua fosse novamente liberada, a Kombi poderia cortar caminho, levando seu filho até o portão do condomínio sem problemas. O secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, confirmou que o trecho cascalhado da Rua Alfazema foi feito em uma área particular, mas não soube explicar se a iniciativa foi da prefeitura ou da Construtora Plano’s, que construiu o condomínio residencial Golden Ville, vizinho ao terreno. ‘‘Me parece que a construtora colocou ali uma galeria, com autorização do proprietário, mas não sei de quem é a responsabilidade pelo cascalho.’’ Ele afirmou que foi procurado pela família do proprietário – que prefere não ter seu nome divulgado –, para pedir indenização. ‘‘A prefeitura, porém, não tem interesse em municipalizar a área, já que, naquela região, cada proprietário deve arcar com as despesas de infra-estrutura e não podemos abrir exceções. Além do mais, acreditamos que no futuro a região da Gleba Palhano, onde a área em questão está localizada, será loteada’’, disse Righi. De acordo com o secretário, a prefeitura concordou que a situação estava irregular e ordenou que a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) fechasse a área. ‘‘Agora se a cerca está sendo derrubada, é um problema do proprietário com os moradores da região.’’ Uma das filhas do proprietário, que é membro do poder judiciário de Londrina, afirmou que o pai é dono do terreno há quase 50 anos e vem enfrentando sérios problemas de saúde por causa do problema. ‘‘O que foi feito ali é uma arbitrariedade, um desrespeito à Constituição, que prevê o direito à propriedade privada.’’ A Construtora Plano’s informou ontem à tarde que é responsável apenas pelo asfalto da rua até em frente ao Residencial Golden Ville. Segundo a direção da empresa, o trecho cascalhado, localizado em terreno particular, não teve interferência da construtora.

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