Aberto teste seletivo para professores do campo
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terça-feira, 29 de novembro de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Estão abertas até o dia 9 de dezembro as inscrições para o teste seletivo para contratação temporária de professores do campo em Londrina. São 30 vagas para educação infantil, anos iniciais do ensino fundamental e educação física. Os aprovados irão substituir os docentes que trabalham nos assentamentos Eli Vive 1 e 2, no Distrito de Lerroville (zona sul). De acordo com a secretária de Educação, Janet Thomas, o município contratou uma empresa para terceirizar os docentes, após o governo do Estado antecipar o fim do contrato que fornecia professores aos assentamentos. "O contrato da empresa encerra no fim do ano e vamos substituir esses profissionais pelos aprovados no teste seletivo", explicou. A contratação temporária terá duração de até um ano, e pode ser prorrogado uma única vez, pelo mesmo período. O salário dos cargos é de R$ 4.254,05, com carga horária de 40 horas semanais.
O valor da inscrição é de R$ 62, mas candidatos desempregados e servidores públicos municipais podem solicitar a isenção até o dia 5 de dezembro, na Secretaria Municipal de Recursos Humanos. Das 30 vagas, duas serão reservadas para pessoas com deficiência e três para afro-brasileiros. São três vagas específicas para professor de Educação Física. O teste seletivo terá uma prova objetiva e análise de títulos referentes à escolaridade. A prova está marcada para o dia 8 de janeiro.
ESCOLA DO CAMPO
Em setembro, o prefeito Alexandre Kireeff sancionou a lei que cria a Escola do Campo, que permite a realização de processo seletivo específico. Os tramites para realização do concurso público já estão em andamento, mas a data ainda não foi definida. "A lei permite contratarmos por teste seletivo, enquanto não há concurso público, desde que o processo para sua realização esteja em andamento", afirmou Janet.
Segundo a secretária, o concurso público, quando aberto, deve oferecer 85 vagas para atender as 11 escolas dos distritos e as duas dos assentamentos. O professor do campo terá uma carga horário de 40 horas semanais, diferente das 20 horas atuais. Uma vez aprovado no concurso ele não poderá pedir remoção para vagas em escolas na área urbana. "Antes, o professor que era lotado na escola rural fazia o pedido de transferência para a área urbana na primeira oportunidade. Com o professor do campo, vamos garantir a permanência desse docente nas salas de aula, melhorando a qualidade do ensino", explicou a secretária.
A FOLHA mostrou, no dia 11 de novembro, os desafios enfrentados pelos professores que atuam na área rural, principalmente em relação ao deslocamento, o que faz com que muitos desistam de ensina nos distritos. Hoje, 292 atuam nas escolas rurais.
A lei também prevê a adoção de um conteúdo didático diferenciado e ampliado para as escolas da zona rural. Além das disciplinas comuns aos alunos da zona urbana, também haverá conteúdo relacionado à sua realidade.


