Aberta temporada de alergias
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terça-feira, 02 de março de 2010
Mariana Guerin<BR>Reportagem Local 
Após um calorão seguido de uma diminuição brusca na temperatura, na semana passada, uma onda de tosse e espirros tomou conta de Londrina. Pela manhã, o vento frio faz quase todo mundo sair de casa agasalhado, mas ao meio-dia, o sol forte deixa o tempo tão quente, que é impossível resistir a tantos climas num só dia.
Comuns nesta época do ano, as alergias atacam principalmente pacientes que já sofrem de algum tipo de problema respiratório, como rinite, bronquite ou asma e são piores em crianças e idosos. Conforme a infectologista Josiani Coelho Pascual, do Hospital Universitário (HU), as vias aéreas ficam mais ressecadas com a diferença de temperatura, deixando todo o organismo mais debilitado.
''Tudo piora em asmáticos ou portadores de doenças pulmonares'', reforça Josiani, destacando a hidratação constante como uma das principais medidas para aplacar a alergia. ''Não chega a ser resfriado nem gripe porque não há febre nem dor no corpo, só coriza e tosse, o que caracteriza um quadro alérgico'', explica a infectologista.
Segundo ela, evitar correntes de ar e aglomerações, manter-se agasalhado no frio e alimentar-se de maneira saudável contribui para o bem-estar mesmo em dias de mudança brusca de temperatura. ''A procura nas unidades de emergência ainda é baixa, mas já estamos registrando casos de tosse e nariz escorrendo'', completa Josiani, ressaltando que o cuidado, nestes casos, é feito com medicamentos mucolíticos para eliminar a secreção.
Para a infectologista, a vacinação contra a gripe também faz a diferença na imunização, prevenindo, principalmente infecções secundárias, como a pneumonia bacteriana em idosos. ''Vacinar-se contra a gripe deixa o indivíduo mais saudável, evitando até afastamento no trabalho, além de prevenir contra resfriados'', finaliza Josiani.
Com apenas 11 meses, o pequeno Diógenes sofre toda vez que o tempo muda. Segundo a mãe, a auxiliar de enfermagem Fernanda Milani, ele tem rinite desde que nasceu e com a virada do clima na última semana começou a tossir e espirrar. Ontem pela manhã, ela trouxe o filho de Ibiporã (Norte), onde a família mora, até o Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Londrina, pois o bebê levantou com febre.
''Normalmente quando a rinite ataca ele fica com tosse, nariz escorrendo, olhos vermelhos e às vezes febre e sempre toma um anti-histamínico'', conta Fernanda, que costuma procurar o médico só quando o menino tem febre. ''Hoje ele não está brincando, não dorme direito e nem quer mamar'', lamenta.
Éferson, de um ano e dois meses, tem bronquite e sempre que a temperatura oscila entra em crise. Segundo a mãe dele, a doméstica Débora Gonzaga Benedito, há dez dias ela procurou o PAI porque o menino estava mal. Ontem, eles voltaram ao pronto-socorro, pois Éferson amanheceu com febre.
''Sempre que o tempo muda ele fica atacado. Desta vez está com o nariz escorrendo e febre e como não consegue dormir, está bem cansado e chorando o tempo todo'', descreve Débora, que possui um aparelho de inalação em casa para emergências.
''Nos dias em que ele não tem febre eu cuido dele em casa mesmo, mas desta vez a crise está pior'', comenta a mãe, que tirou todos os tapetes de casa para evitar a poeira e procura manter o filho agasalhado quando bate um friozinho.


