Se o indivíduo for alérgico, basta uma única picada de abelha para matá-lo. Se não for, as chances de sobreviver a um ataque vão variar de acordo com o número de picadas que receber. Estatísticas do CIT registraram no Paraná, em 1993, 191 casos de ataques de abelhas, com três óbitos; em 94, o número subiu para 137 e também três mortes; em 95, caiu para 117, com registro de duas mortes.
Em 96 foram 92 casos e nenhuma morte. Esse ano, apesar de as estatísticas não estarem concluídas, já foram registrados dois óbitos, segundo a bióloga do CIT, Giselia Rubio.
Nessa época do ano as abelhas estão mais ativas, estimuladas pela variedade da florada. Esse animal, que produz o mais doce dos néctares, é extremamente sensível, possui um profundo ‘‘sentimento’’ grupal e ‘‘o ataque a um de seus membros é revidado pelo enxame inteiro’’, explica Giselia.
A bióloga afirma: ‘‘Quando matamos uma abelha, ela expele uma substância denominada serhormônio, cujo odor indica ao exame que ela está morta. Imediatamente suas companheiras partem para o revide’’.
O melhor que se pode fazer para conviver em paz com as abelhas é evitar a aproximação. E sempre que possível, destruir a colméia tendo o cuidado de passar óleo queimado no local. ‘‘Assim, evita-se que outra rainha sinta o cheiro da cera e ali instale uma nova colméia’’, diz a bióloga.
Dentro d’águaQuando for impossível a convivência pacífica, e por acidente alguém for atacado, se estiver próximo de rios, lagos ou piscina, o melhor é mergulhar (se souber nadar). Se não houver água por perto, o atacado deve se jogar no chão, de bruços, tendo o cuidado de cobrir a cabeça, os olhos, o nariz e os ouvidos.
A médica Marlene Entre, do Centro de Informações Toxicológicas, recomenda: ‘‘As pessoas atópicas, aquelas que já têm predisposição alérgica, devem procurar fazer o teste. Evitaríamos muitas mortes se as pessoas soubessem que são alérgicas às abelhas’’.
‘‘Se a pessoa estiver no campo, longe de qualquer socorro médico, o mais indicado é remover os ferrões com uma lâmina. Jamais se deve usar pinça, pois a pressão sobre o ferrão libera mais veneno na vítima. Depois da remoção dos ferrões colocam-se compressas geladas e se busca socorro médico o mais rápido possível’’, explica a médica.
A partir desses primeiros socorros, que aliviam as dores, só mesmo o médico pode ministrar o tratamento adequado.

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