Para o diretor regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias - ABCR, em Curitiba, Washington Lemos Filho, a redução das tarifas não depende de um tratamento político e sim técnico, o que vai levar muito tempo para negociações. ‘‘Os valores das tarifas não foram chutados politicamente. O cálculo foi baseado no custo por quilômetro. Tivemos por base todas as obras que foram realizadas nas rodovias’’, explicou. Segundo ele o cálculo técnico justifica a diferenciação de preços nas praças. ‘‘Justamente em função dos compromissos assumidos em cada área’’, ressaltou.
Lemos Filho esclarece que para haver redução tem que haver revisão nos contratos. O conteúdo dos contratos, segundo ele, deixa claro que o valor estipulado é ideal para preservar o equilíbrio financeiro, subsidiando os custos e deixando uma margem de lucro para as concessionárias. ‘‘Quem investiu requer retorno, mesmo sendo mínimo’’.
Segundo o diretor da ABCR, os concessionários estão abertos para assumir possíveis correções. ‘‘Mas para rever todas as tarifas, o processo é delicado e moroso’’, avaliou. ‘‘Por enquanto não existe nada oficialmente sobre redução de tarifas. Estamos sabendo pela imprensa. Esperamos que o governador se manifeste formalmente’’, acrescentou.

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