Abatedouro clandestino é fechado
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terça-feira, 01 de setembro de 1998
Adriana Ribeiro 
Um abatedouro clandestino de aves foi interditado ontem, em Curitiba, pela Vigilância Sanitária. No bairro Umbará, o estabelecimento não tinha licença sanitária e as condições higiênicas foram consideradas precárias. Além disso, o proprietário Laídio Douglas Hanthorne, foi autuado pela Secretaria de Urbanismo por não ter alvará para funcionamento e, pela Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, por estar sonegando impostos. Ele ficará detido aguardando decisão judicial.
Os fiscais chegaram até o local através de uma denúncia anônima feita ao Distrito Sanitário do Bairro Novo. O abatedouro funcionava numa chácara localizada na Rua 2 das Moradias Gabardo. Na mesma área eram criados porcos, patos e bezerros, todos soltos, o que é contra a legislação sanitária.
O abate era feito em um barracão de cerca de 100 metros quadrados, onde foram encontradas muita sujeira e moscas. Segundo Antônio Derci Silveira Filho, supervisor do Distrito Sanitário, o sangue e as vísceras dos animais eram depositados num lago existente nos fundos da chácara.
Durante a fiscalização foram encontrados aproximadamente 100 quilos de carne de frango, que serão apreedidos pelos técnicos. A carne, segundo Silveira Filho, era comercializada em uma mercearia que funciona na casa da família, no bairro Chapinzal. O proprietário tem até hoje para retirar os animais vivos da área.
O abatedouro não poderá voltar a funcionar até que regularize a situação. Se não cumprir a notificação, o proprietário pagará uma multa de 178,55 Ufirs. Ele deverá ser multado também pela Receita Estadual por sonegação fiscal. Segundo o delegado adjunto da Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Pedro Ataíde Machado, Hanthorne foi autuado na Lei 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem tributária, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão para os infratores.
Esta não foi a primeira vez que Laídio Hanthorne foi autuado pela Vigilância Sanitária de Curitiba. Em outras duas fiscalizações, ele teve seu estabelecimento interditado por falta de documentação necessária e de condições higiênico-sanitárias. A vigilância não tem a data da primeira ocorrência, mas informou que na época o abatedouro funcionava no bairro Boqueirão. Já a segunda aconteceu há um ano e meio, quando o estabelecimento já estava instalado no Sítio Cercado.


