Uma das alternativas estudadas pelo grupo técnico montado para discutir o problema da superpopulação de pombos em Londrina é o abate. A informação é do secretário municipal do Meio Ambiente Carlos Levy, que participou de uma reunião ontem. A eliminação das aves, porém, não é a única opção. Outras medidas, como o uso de fogos de artifícios ou predadores naturais para espantar os animais, também estão na ordem do dia.
''Vamos trabalhar com calma o assunto e verificar se a medida (abate) é realmente necessária. É importante dizer que o que se discute é a possibilidade do abate de rolinha e não da pomba de praça'', afirmou Levy. As espécies mais encontradas na Zona Urbana de Londrina são a Zenaida auriculata (amargosa) e Columbia livia (pomba doméstica). O secretário salientou, ainda, que o problema exige ações urgentes, que deverão ser definidas a curto prazo. Na próxima semana algumas medidas já devem ser colocadas em prática.
O grupo técnico intersecretarial tem o objetivo de elaborar um programa permanente de controle e manejo ambiental dos pombos. Os integrantes fixos são o biólogo Paulo Cézar Dolibaina, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o veterinário Valmor Venturini, da Vigilância Sanitária, e o arquiteto Gilmar Domingues Pereira, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
A reunião de ontem contou ainda com a participação de Levy e de outros especialistas no setor. As principais alternativas elencadas foram: utilização de fogos de artifícios, proibição de alimentação dos animais, uso de repelentes ou anticoncepcionais, combate por meio de pedradores naturais como falcões e gaviões, iluminação de árvores e corte seletivo de espécies de árvores.
Para o secretário, uma medida de consenso é a determinada no Decreto 320, de 22 de abril, que proíbe a população de fornecer alimentos para as pombas. A fiscalização fica por conta de profissionais tanto da Secretaria do Meio Ambiente quanto da CMTU. A orientação inicial é conscientizar quem infrigir a regra e, posteriormente, aplicar multa. A longo prazo, a solução para a superpopulação de pombas na área urbana, aponta Levy, passa por medidas como recuperação de matas ciliares e de reservas legais. Levantamento feito pela Sema em 2006 apontava para a existência de 170 mil aves.

mockup