Abastecimento falha no Litoral
No Litoral do Paraná, o abastecimento de água também está vulnerável a qualquer imprevisto. Quedas de energia, rompimento de adutora ou mesmo aumento da população flutuante acima do esperado podem causar falta dágua. Para ficar livre deste risco, somente a expansão do sistema de captação, tratamento, reserva e distribuição. Obras de grande porte, ainda mais caras porque os rios que podem abastecer algumas regiões ficam distantes, devem ser financiadas pelo Paranasan, a longo prazo.
Segundo o gerente de Negócios do Sistema Alto Iguaçu, Wandir Nogueira Rocha, a Sanepar tem 30 mil ligações domiciliares em todo o Litoral. A maior preocupação agora é em relação ao Carnaval, quando pelo menos um milhão de pessoas devem ficar nas praias paranaenses - fora da temporada a população é de cerca de 40 mil habitantes. A média, durante o período de férias, não passa de 500 mil pessoas. A situação mais crítica é em Guaratuba, pois de Matinhos até Pontal do Paraná o consumo é bem menor do que a produção.
A Sanepar vem contornando a situação através de algumas medidas como a tarifa diferenciada 20% mais cara durante a temporada para quem consome mais do que a taxa mínima, uma pesquisa de vazamentos com detectores de sons digitais e escutas mecânicas, e esta semana foi lançada uma campanha educativa para que a população economize água. Segundo Rocha, está havendo muito desperdício na limpeza de calçadas, lavagem de carros e até banhos de esguicho. A água é um bem finito e temos que nos conscientizar que custa caro, conclui.





