Abandono de clube revolta associado
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quarta-feira, 26 de março de 1997
Célia Baroni 
Mário CésarExplicaçõesGerente Fredemax Mota admite que manutenção do clube é precária, pede paciência aos associados e alega que precisará de três meses para colocar ordem na casaO abandono da sede campestre do Clube Londrina, agora independente do time de futebol Londrina Esporte Clube (LEC), está com os dias contados. Pelo menos é o que garante o atual gerente da sede campestre do clube, Fredemax Mota. Ele está à frente da administração do clube há cerca de um mês e admite que a situação de manutenção das dependências da instituição é precária. Infelizmente o associado vai precisar ter mais um pouco de paciência. Vamos precisar de pelo menos três meses para organizar e colocar o clube em ordem, afirma.
Para Mota, o fim da ligação entre o clube de recreação e o time de futebol foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Ele argumenta que, até agora, todo o dinheiro que entrava no clube era destinado a cobrir os gastos com o time. Mota acrescenta que, enquanto existia o vínculo com o time de futebol, o clube não era prioridade e acabou sofrendo as consequências da falta de investimento.
O resultado do descaso com o clube é o descontentamento dos associados. O bancário Valter Gomes, 49 anos, foi até o clube na terça-feira e ficou indignado com o que viu. Estou cansado de ouvir que falta dinheiro para a manutenção. O associado paga porque quer usufruir de uma estrutura bem cuidada e que lhe proporcione lazer, não irritação, disse ontem em entrevista à Folha.
Associado do Clube há 20 anos, Gomes afirma que sua crítica é construtiva e pretende apenas que a direção do clube tome uma atitude, respeitando mais o associado. As piscinas estavam imundas e encontrei até vômito no chão. O que mais me preocupa é esta situação acontecer um dia depois de o clube passar fechado justamente para a limpeza, comentou. Ele esclareceu que, além da sujeira, o descuido deixou que o mato tomasse conta de vários locais.
Mota alega, no entanto, que a situação encontrada pelo associado na terça-feira foi consequência da falta de energia. Segundo o gerente, os produtos de limpeza das piscinas são jogados à noite para poder agir durante o prazo necessário. A limpeza só é feita na parte da manhã, antes da abertura do clube que sempre acontece às 9 horas da manhã. Na terça-feira, diz, a energia elétrica só voltou às 9h40 da manhã, atrasando o trabalho de limpeza do parque aquático.
Quanto ao mato, Mota informou que o trabalho de recuperação e manutenção do clube teve início recentemente e apesar de várias partes já estarem em ordem, ele ainda não foi concluído. A idéia da diretoria da instituição é colocar o clube em ordem o mais rápido possível e, paralelamente, dar continuidade às obras já iniciadas. Uma das primeiras a serem entregues deve ser o turbo-água, que Mota afirma estar em fase final. O Clube Londrina tem cerca de cinco mil associados entre remidos (que não pagam manutenção) e não remidos. O custo da mensalidade é de R$ 15,00 e o da ação R$ 600,00.


