ABANDONO - Mato alto é principal reclamação nos bairros
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 


Fora da região central de Londrina, o mato alto é o principal problema nas praças dos bairros. No Jardim Bandeirantes (zona oeste), os moradores reclamam da demora na roçagem da praça que fica no cruzamento das ruas Serra dos Pirineus, Serra dos Mangabeiros e Serra de Monte Carlo. No local há dois pontos de ônibus e os usuários do transporte coletivo são obrigados a esperar pelos coletivos no meio do mato. "Ninguém cuida dessa praça faz tempo. O pior aqui é o mato e o abandono, que comprometem a segurança. Aqui é ponto de venda de drogas, tem muitos malandros", comentou a cuidadora de idosos Matilde Balassa.
Morador da região, o motorista aposentado José Alves dos Santos também reclama da falta de cuidados com as áreas de lazer do bairro. "O mato está grande demais. A roçagem demora muito e as pessoas acabam deixando de frequentar a praça, que é um lugar agradável para os moradores."
Na Praça Dom Pedro I, no Jardim Shangri-lá A (zona oeste), a academia ao ar livre está bem cuidada e o mato está sob controle, mas o problema é o parque infantil, sem condições de uso por falta de manutenção. O local também virou abrigo para moradores de rua. "Os brinquedos estão muito ruins. Não tem como uma criança brincar aqui. Mas o prefeito não cuida nem de nós, que estamos na rua, você acha que ele vai cuidar da praça?", reclamou Edson Rodrigues, que vive no local "há anos", na companhia de outros moradores de rua.
No Jardim Morumbi (zona oeste), uma praça na Rua das Tamareiras está à espera da roçagem. O mato cresceu tanto que quase já encobre os bancos. "O pessoal vem mais no início da manhã para usar a academia (ao ar livre), mas ninguém fica aqui, não. A praça é ponto de drogas, não tem segurança", comentou o operador de máquina Kennedy Moreira. Além do mato, o lixo reciclável é outro problema. A população até colabora, depositando os resíduos nas lixeiras, mas falta frequência na coleta. "Minha esposa é quem costuma recolher o lixo que se acumula na lixeira e colocar na nossa calçada nos dias da coleta de recicláveis. Porque se ficar na praça, ninguém recolhe", disse o morador.
Na zona sul, a comunidade também cobra da prefeitura um maior cuidado com as áreas de lazer. Na Praça Aristides Maluf, no Jardim Esperança, a roçagem não é feita há cerca de cinco meses, segundo os moradores. O campo de futebol, usado pela comunidade nos finais de semana, deixou de abrigar as partidas há algum tempo. Com o mato alto, a bola não corre no gramado. "Se a prefeitura dá atenção, a comunidade aproveita e ajuda a cuidar", disse o caminhoneiro Roberto Teixeira. "E essa praça não é usada só pelos moradores do Jardim Esperança. Ela atende o pessoal de outros três bairros", acrescentou Teixeira.
Além da falta de cuidados com a praça, a comunidade aguarda também uma solução para o Centro Comunitário, construído no mesmo terreno. Há cinco anos o local está abandonado e sofre com o vandalismo. "É um espaço bom. Tem freezer, geladeira, mesas, cadeiras, banheiros e a churrasqueira é nova. Se a prefeitura arcasse com o pagamento mínimo de água e luz, poderia ser utilizado pela comunidade", cobrou o caminhoneiro.


