A família do estudante Cristian Cesar Moretto, que morreu em abril, vítima de um tiroteio em um bar da vila Siam (zona leste), vai apresentar um abaixo-assinado ao juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reis Júnior. O documento já tem 1.200 assinaturas e pede rigor e sensibilidade na avaliação do processo. ‘‘Queremos que seja feita justiça e os assassinos de Cristian sejam punidos com severidade’’, disse a mãe do estudante, Nadir de Medeiros Pereira.
A família do estudante pretende encaminhar o abaixo-assinado este mês. A próxima audiência para ouvir testemunhas do caso está marcada para 2 de dezembro. A Promotoria quer que os irmãos Joel e Rubens Mendes de Queirós, de 30 e 32 anos, réus confessos, respondam por homicídio doloso (intencional) por motivo fútil.
‘‘Confiamos na Justiça, mas vamos estar trabalhando paralelamente para garantir que a verdade sobressaia’’, afirma a mãe do estudante. ‘‘Meu medo é ver os assassinos de meu filho livres e impunes.’’
Desde que Cristian foi baleado, a família - pai, mãe e irmão - dedicou seu tempo quase que exclusivamente ao estudante. Uma complicação do tiro resultou em coma e levou Cristian a viver os últimos nove meses e cinco dias de sua vida em estado vegetativo.
‘‘Não fosse o nosso empenho, o inquérito ainda estaria na polícia’’, comenta Nadir Pereira. Ela lembra que o inquérito chegou a desaparecer por um tempo. Com a morte do rapaz, o pai, o vendedor autônomo Luiz Cesar Moretto, passou a trabalhar como assistente de acusação. ‘‘Só vamos descansar quando as pessoas que mataram meu filho forem condenadas.’’
Na noite em que foi ferido, Cristian entrou com amigos em um bar da vila Siam. Antes de se sentar, viu uma moça que conhecia e cumprimentou-a. A moça estava com os irmãos Joel e Rubens Queirós, que começaram a atirar. Em seus depoimentos, os irmãos disseram que Cristian teria mexido com a moça.
Durante o tiroteio três pessoas ficaram feridas: Cristian, Charles Roger da Silva, 26 anos, e Edenildo Rodrigues da Silva, de 22 anos. Cristian completaria 20 anos amanhã.

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