Marcos Zanatta
De Maringá
Os grupos de oração da Catedral de Maringá, compostos na maior parte de idosos, fizeram um abaixo-assinado pedindo providências contra os assaltos ocorridos com maior frequência em torno da igreja. Pelo menos 320 católicos pedem providências às autoridades contra o que consideram ‘‘abuso’’ dos assaltantes e descaso das autoridades.
O abaixo-assinado foi entregue anteontem ao vereador Paulo Mantovani (PSDB). ‘‘Os idosos são assaltados principalmente por ciclistas e skatistas. Às vezes, sofrem até agressão’’, diz Mantovani. Ele promete denunciar o problema às autoridades.
Os assaltos, segundo Rita Mercedes Cardoso Amorim, coordenadora do Apostolado de Oração da catedral, acontecem em qualquer horário. Os idosos se reúnem no início da manhã, às 15 e às 18 horas. ‘‘Os assaltantes não estão respeitando mais nada, atacam a qualquer hora’’, denuncia.
Segundo ela, a maior parte das vítimas são mulheres, que têm roubada a bolsa com pequenos objetos. ‘‘As pessoas que vêm rezar carregam a chave de casa, o rosário e a fita do Sagrado Coração de Jesus. Nunca tem dinheiro’’, afirma.
O problema, diz Rita, é a violência contra as vítimas. ‘‘São quase sempre pessoas idosas, que não têm agilidade, acabam derrubadas e às vezes ficam feridas.’’ Os assaltantes passam correndo e chegam a derrubar a vítima. Alguns idosos, que frequentavam a missa de noite, deixaram de ir à catedral.
‘‘A gente faz visita e vê que eles estão traumatizados, e isso tem reflexos em uma pessoa de idade’’, lamenta. O objetivo do abaixo-assinado, afirma Rita, é de pedir a presença de policiamento no local. ‘‘Pelo menos nos horários de movimento’’.
Há pelo menos quatro meses, a catedral contratou seguranças particulares, que trabalham no horário de missa. Os seguranças evitam que menores fiquem na igreja e roubem o dinheiro das ofertas. A Polícia Militar também mantém uma dupla de policiais na praça da catedral no final da tarde.
Os policiais trabalham sem farda e com carros descaracterizados e agem contra os chamados ‘‘cavalos loucos’’, que passam em velocidade e assaltam a vítima. Nas últimas semanas, segundo o tenente Carlos Henrique Cardozo, alguns assaltantes foram presos. ‘‘O trabalho é penoso porque é preciso haver flagrante.’’

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