Lideranças do Fórum Permanente de Desenvolvimento de São Miguel do Iguaçu (43 quilômetros ao norte de Foz do Iguaçu) entregaram ontem ao prefeito Armando Luiz Polita (PMDB) um abaixo-assinado com 3,5 mil adesões exigindo a mudança no trajeto da BR-277 que corta o município. O Movimento Contorno Já pede que o trecho que será duplicado desvie do perímetro urbano por questões de segurança.

Os representantes temem que os veículos passem em alta velocidade nos quatro quilômetros do trajeto, dificultando a passagem de pedestres. Outro objetivo é interligar a cidade, hoje ''tendo de um lado os serviços públicos e bancos e de outro, a igreja matriz, colégios, ginásio de esporte e cooperativa'', afirma um dos coordenadores do movimento, Alci Carlos Sereni.

O prefeito Armando Polita prometeu a comitiva encaminhar a documentação ao departamento jurídico do Executivo. A concessionária Rodovia das Cataratas, responsável pelo trecho de Foz do Iguaçu a Guarapuava, alega que a mudança no trajeto elevaria o valor da obra na BR-277 em R$ 9 milhões, principalmente devido aos custos com a desapropriação de terrenos.

Em Guarapuava, empresários, agricultores, usuários, autoridades e diretores da concessionária do Anel de Integração começaram a discutir esta semana as normas previstas pelo Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e que obrigam a construção de trevos a acessos secundários às margens da rodovia.

Na primeira reunião, anteontem, que durou mais de três horas, empresários e agricultores apresentaram diversas queixas sobre as exigências legais. O proprietário de uma empresa de pneus, Deomar De Carli, reclamou que teve o acesso que leva à empresa impedido, ''sem nenhuma notificação anterior''.

Assim como De Carli vários proprietários estão sendo notificados. ''Temos 2 mil acessos irregulares no trecho que compreende a Rodovia das Cataratas e o que fazemos tem um único objetivo que é o de garantir a segurança dos usuários da rodovia'', afirma Augusto Bandeira, diretor-presidente da concessionária do pedágio.

Uma comissão será formada para estudar os problemas dos empresários. O relatório final será apresentado em uma nova reunião dia 4 de dezembro. (Colaborou Claudia Carneiro/Especial para a Folha)

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