Abaixo-assinado pede mudança em obra na BR-277
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quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Alexandre Palmar<br>De Foz do Iguaçu 
Lideranças do Fórum Permanente de Desenvolvimento de São Miguel do Iguaçu (43 quilômetros ao norte de Foz do Iguaçu) entregaram ontem ao prefeito Armando Luiz Polita (PMDB) um abaixo-assinado com 3,5 mil adesões exigindo a mudança no trajeto da BR-277 que corta o município. O Movimento Contorno Já pede que o trecho que será duplicado desvie do perímetro urbano por questões de segurança.
Os representantes temem que os veículos passem em alta velocidade nos quatro quilômetros do trajeto, dificultando a passagem de pedestres. Outro objetivo é interligar a cidade, hoje ''tendo de um lado os serviços públicos e bancos e de outro, a igreja matriz, colégios, ginásio de esporte e cooperativa'', afirma um dos coordenadores do movimento, Alci Carlos Sereni.
O prefeito Armando Polita prometeu a comitiva encaminhar a documentação ao departamento jurídico do Executivo. A concessionária Rodovia das Cataratas, responsável pelo trecho de Foz do Iguaçu a Guarapuava, alega que a mudança no trajeto elevaria o valor da obra na BR-277 em R$ 9 milhões, principalmente devido aos custos com a desapropriação de terrenos.
Em Guarapuava, empresários, agricultores, usuários, autoridades e diretores da concessionária do Anel de Integração começaram a discutir esta semana as normas previstas pelo Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e que obrigam a construção de trevos a acessos secundários às margens da rodovia.
Na primeira reunião, anteontem, que durou mais de três horas, empresários e agricultores apresentaram diversas queixas sobre as exigências legais. O proprietário de uma empresa de pneus, Deomar De Carli, reclamou que teve o acesso que leva à empresa impedido, ''sem nenhuma notificação anterior''.
Assim como De Carli vários proprietários estão sendo notificados. ''Temos 2 mil acessos irregulares no trecho que compreende a Rodovia das Cataratas e o que fazemos tem um único objetivo que é o de garantir a segurança dos usuários da rodovia'', afirma Augusto Bandeira, diretor-presidente da concessionária do pedágio.
Uma comissão será formada para estudar os problemas dos empresários. O relatório final será apresentado em uma nova reunião dia 4 de dezembro. (Colaborou Claudia Carneiro/Especial para a Folha)


