Abaixo-assinado defende diretor em C. Mourão
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
Professores e alunos do Colégio Estadual Alvorada, de Campo Mourão, iniciaram ontem um abaixo-assinado em defesa do diretor do estabelecimento, Edson José Lasta.
Na última quarta-feira, a chefe do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão, Maria de Lourdes Maia Polizer, designou um funcionário do órgão para assumir a direção do colégio. O núcleo tomou a decisão ao receber a informação de que a escola estava fechada. Lasta, porém, nega a informação.
Apesar da adesão à greve ser de 100% na nossa escola, temos mantido um funcionário de plantão na escola caso algum professor desista do movimento, disse o diretor. Na quarta-feira à noite, Polícia Militar chegou a ser chamada pelo núcleo para ir ao colégio garantir a abertura dos portões.
No boletim de ocorrência, porém, a PM relata que encontrou o estabelecimento em situação normal e com a presença do diretor.
O Núcleo Regional de Educação admite que a intervenção não chegou a ser colocada em prática porque a informação de que a escola estava fechada não se confirmou. Funcionários do núcleo, no entanto, passaram a fazer ligações para a escola para confirmar que existem funcionários no local e que o estabelecimento está aberto.
Se o colégio fechar, o professor Roberto Takemoto, nomeado por Maria de Lourdes, vai assumir a direção imediatamente.
O abaixo-assinado de professores e alunos do Colégio Alvorada considera a atitude da chefe do núcleo ditatorial, arbitrária e militaresca. Lasta é um dos quatro diretores de escola de Campo Mourão que aderiu à greve dos professores. Pode haver sanções apenas se a greve for julgada ilegal, diz.
Fui eleita por uma comunidade que sabe que sempre protestei por uma escola pública melhor, diz outra diretora grevista, Vilma Terezinha de Sozua Pinto.


