AA é considerado uma irmandade
Londrina - Em Londrina, o Alcoólicos Anônimos (AA) -que nasceu nos EUA, em 1935- oferece reuniões semanais desde 1988. É considerado uma irmandade, em que homens e mulheres compartilham suas experiências e principalmente esperanças com o objetivo de resolver o problema em comum. Segundo um dos coordenadores (uma norma do grupo não permite que os participantes sejam identificados), que deixou de beber há 25 anos, para a pessoa participar é necessário seguir os 12 passos da filosofia do AA.
"O primeiro é reconhecer o alcoolismo como doença e admitir sua impotência diante dela. Não somos terapeutas profissionais, porém, o trabalho de ajuda mútua e compartilhamento das experiências de recuperação fazem do grupo uma ferramenta no alcance da sobriedade. Contudo, cada caso deve ser avaliado separadamente; há aqueles que ainda podem necessitar de intervenção médica", revela.
Seguindo o mesmo princípio e filosofia do AA, o grupo de Devedores Anônimos (DA) também preza a ajuda de uns aos outros na recuperação do endividamento compulsivo. Também conhecida como oneomania, é o distúrbio no controle simples no trato com o dinheiro. Além da troca de informações, por meio das reuniões, quem sofre do mal tem a possibilidade de receber orientação e educação com planejamento financeiro.
"Antes de conhecerem o DA, os devedores se consideravam pessoas irresponsáveis ou moralmente fracas. Nas reuniões lidamos com todos os tipos de gastos e endividamentos: objetos, jogos, prostituição", lembra um dos integrantes do grupo, W. Jorge. Além das reuniões semanais, o DA realiza uma espécie de reunião fechada, com um trabalho individual, chamado Alívio de Pressão.
A Secretaria Municipal de Saúde oferece a Terapia Comunitária (TC). Presente em 12 unidade básicas de saúde, é um grupo de autoajuda que trata as pessoas em suas fragilidades. "O lema é botar para fora e, para isso, falamos dos mais variados assuntos, como desemprego, insônia, alcoolismo. Temas que os afligem em seu dia a dia. Ninguém vai dar lição de moral, mas compartilhar as experiências de cada um e suas histórias de superação. Com isso, o resultado é, principalmente, a diminuição de doenças psicossomáticas", explica Maria da Graça
Pedrazzi Martini, coordenadora e formadora de terapeutas comunitários. (M.T.)





