A violência aumentou?
''Não sei se aumentou mesmo a violência na cidade ou se os crimes não eram divulgados antes. Moro em um bairro onde acontecem muitos assaltos. Polícia? Só aparece lá depois que o bandido invadiu a casa e roubou tudo. Tem que ter mais homens fazendo a segurança nas ruas'' Carolina Segantin, 20 anos, estudante, moradora do Jardim Maringá (zona sul)
''A segurança está péssima em Londrina. Moro há 25 anos e percebo que a situação está pior que nunca. Sei que a crise é geral, que falta emprego para o povo. Mas é preciso mais policiamento na cidade, principalmente nos bairros. Onde eu moro passam PMs, mas são poucos'' Mauro Dionísio, 49 anos, pedreiro, morador do Conjunto Maria Cecília (zona norte)
''Moro há 15 anos nos Cinco Conjuntos e está muito feio lá. Precisava ter mais policiais fazendo ronda. Acho que é o tráfico de drogas que está aumentando a violência. Acho uma boa termos essa tal força-tarefa, mesmo porque percebi mais operações no bairro'' Gessi Ferreira dos Santos, 47 anos, doméstica, moradora do Conjunto Luiz de Sá (zona norte)
''Acho um absurdo a quantidade de crimes que está acontecendo aqui. Moro há dois meses em Londrina, mas conheço a cidade há anos. Andando pela rua, percebo que houve uma inversão: temos menos policiais e mais bandidos. Esta força-tarefa deveria ter mais helicópteros e não só um'' Gustavo Elias Siqueira, 21 anos, estudante, morador da área central
''Tá triste de ver. A violência está começando dentro de casa e indo para as ruas, para as escolas. Eu mesmo passei a acompanhar melhor meus três filhos no colégio. No meu bairro tem policial, mas o número poderia ser maior porque a violência tá muito grande'' Osmásio Alves Medeiros, 40 anos, torneiro mecânico, morador do Jardim Bandeirantes (zona oeste)
''Aqui está parecendo a Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Tenho amigos que moram em cidades da região que não vêm para Londrina porque estão com medo da violência. Eu mesmo, que nasci aqui, não tenho coragem de sair de casa depois das 19 horas. E este negócio de força-tarefa pra mim é politicagem'' Rose Kanikaga, 50 anos, dona-de-casa, moradora da área central





