Trabalhando com ensino há 22 anos, o coordenador pedagógico Agnaldo Kupper já testemunhou inúmeras expressões decepcionadas de vestibulandos que não conseguiram passar logo na primeira vez. Embora admita que a frustração e a inveja (de quem passou) são dois sentimentos inevitáveis nestes casos, Kupper, que trabalha em um cursinho de Londrina, aconselha que o candidato não se cobre tanto.
''Ele tem que saber que a vida não termina no vestibular. O candidato que não é aprovado pode se preparar melhor para uma próxima tentativa e, durante o ano, aproveitar a vida: namorar, viajar, de repente arranjar um trabalho'', assinala. ''O que colocamos para nossos alunos é que a frustração de não passar pode contribuir para o amadurecimento deles e, portanto, deve ser vista com naturalidade.''
Ele ressalta que, na atualidade, quando os estudos são a única perspectiva de ascensão social, a cobrança dos pais e dos próprios estudantes é cada vez forte. ''É uma expectativa muito cruel, e a pressa que se tem pode levar a equívocos. O jovem não deve se colocar demais essa pressão''. (V.N.)

mockup