A viabilidade dos projetos de integração regional
O tempo passa, as cidades crescem, os espaços vazios entre um município e outro são ocupados, as distâncias são encurtadas e o que estava longe fica mais próximo. Desta aproximação brotam desafios de toda ordem, exigindo que as medidas que antes eram tomadas separadamente pelos entes municipais passem a ser pensadas em conjunto. Essa dinâmica provocou, por exemplo, a implantação de dois projetos de integração regional: a Região Metropolitana de Londrina (RML), entre o final dos anos 1990 e início de 2000, e o Consórcio Público Arco Norte, em 2005.
A RML é formada pelos municípios de Londrina (centro polarizador), Bela Vista do Paraíso, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Rolândia, Sertanópolis e Tamarana, e totaliza quase 750 mil habitantes, sendo que cerca de 2/3 (aproximadamente 500 mil pessoas) estão concentrados em Londrina.
Já o Consórcio Arco Norte quer integrar os municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã, Arapongas e Apucarana, através do desenvolvimento sustentável e da inclusão social. A ideia é valorizar as potencialidades em termos de recursos naturais, institucionais, técnicos e sociais entre os municípios parceiros.
Os resultados que emergiram do estudo do professor de Análises de Dados Geográficos da UEL, Omar Neto Fernandes Barros, indicam que a proposição do Arco Norte teria mais chances de prosperar porque os municípios abrangidos (situados na face oeste da região) têm muito mais afinidades entre si do que os da RML. A opinião do professor é fundamentada em índices como por exemplo o Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) que engloba variáveis de três áreas do desenvolvimento humano: emprego e renda, educação e saúde.
Ele também considerou variáveis quantitativas como Produto Interno Bruto (PIB), produtos agrícolas mais importantes, crescimento populacional e índice de desenvolvimento humano (IDH). Os resultados evidenciam semelhanças, principalmente, entre Londrina e Cambé, Arapongas e Apucarana. (L.A.)





