A universidade ficou mais democrática
O sistema de cotas foi implantado na Universidade Estadual de Londrina em 2004. Naquele ano, os alunos com renda familiar de até três salários mínimos correspondiam a 15% dos estudantes. Em 2012, essa fatia subiu para 29%. Ao mesmo tempo, a parcela de estudantes com renda familiar superior a dez salários mínimos caiu de 34% em 2004 para 16,3% em 2012, segundo dados do Programa de Apoio ao Acesso e à Permanência (Prope) da UEL.
"Os números mostram que a universidade ficou mais democrática e as classes populares estão conseguindo ingressar, mas ainda há algumas dificuldades", disse a professora de Geociências e representante do Prope, Margarida de Cássia Campos.
Criado em agosto de 2013, o programa tem como meta aprimorar a divulgação dos processos de ingresso na instituição e as condições de permanência do estudante na universidade, atuando em três frentes: inclusão, apoio pedagógico e assistência estudantil. "Além das políticas de permanência, trabalhamos com a política de acesso, divulgando o vestibular da UEL e o sistema de cotas nas escolas públicas, principalmente na periferia. O Prope busca uma escola que acolha, prepare, abriga e proteja", destacou Margarida.(S.S.)





