Entre 1974 e 2004 o coronel aviador Humberto Sérgio Cavalcante Marcolino cortou os ares do país voando em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Especialista em busca e resgate, ele comandou principalmente helicópteros da classe UH1H e os valentes Bandeirantes P-95.
Atualmente professor do curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar, o coronel fez parte da comitiva da Adesg que visitou a Base Aérea de Santa Cruz. Questionado sobre o uso dos Bandeirulhas, ele destaca que essas aeronaves atendem às necessidades da FAB, mas com ressalvas.
''Essa aeronave não tem a autonomia e o equipamento embarcado que deveria ter. Por isso, a vinda dos novos P-3 Orions é necessária e talvez até não tenha acontecido antes por restrições orçamentárias. Por outro lado, é preciso dizer que foi a compra do primeiro Bandeirante pela FAB que deu sustentabilidade à Embraer. A partir daí, outras aeronaves foram desenvolvidas. Foi necessário que operássemos uma aeronave um pouco mais restrita para privilegiar a indústria nacional. Hoje isso já não é mais necessário'', opina.
Sobre os aviões comprados da Marinha Americana, os P-3 Orions, que passam por uma modernização nos hangares da FAB, o coronel diz que tudo vai depender dos equipamentos que forem instalados na aeronave. ''Temos que ver a aquisição desses aviões como um passo à frente. Sabemos que o mais importante em um avião é o que há embarcado nele. É possível deixar o P-3 bem moderno. Com os bandeirulhas não é possível fazer isso, pois falta estrutura para a aeronave'', finaliza.(W.S.)

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