A solução para animais abandonados
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Vacinas, castrações, abrigo, campanhas educativas, um local para a recuperação de animais atropelados e vítimas de maus-tratos. Esse é o apoio que os voluntários que cuidam de animais abandonados esperam da nova administração de Londrina. Em matéria publicada pela FOLHA no último domingo, o prefeito Alexandre Kireeff comentou que o problema dos animais abandonados é uma das duas demandas principais que aparecem em seu perfil em uma rede social.
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), a SOS Vida Animal há mais de 20 anos atua para encontrar um lar para cães e gatos abandonados ou vítimas de maus-tratos. Formada por voluntários e sem receber verbas do poder público, o grupo luta para conscientizar a população de que não tem obrigação de recolher animais. Uma das maiores dificuldades é ter lares temporários para abrigar esse animais enquanto se recuperam.
"Estamos aguardando os secretários se inteirarem da situação para conversar. O Centro de Controle de Zoonoses não é voltado para o que fazemos, é um lugar para vacinas, tratar de doenças, não é um lugar para receber animais. E também não cuida só de cães e gatos, mas dos problemas de zoonoses em geral. A nossa ideia é criar postos de ajuda, onde possam ser realizadas castrações solidárias e também campanhas de vacinação e educativas", afirmou a vice-presidente da SOS, Rachel Daher.
Para o grupo, o incentivo da educação é o primordial, com a distribuição de folderes e materiais no próprio site da prefeitura. "Alguns municípios têm isso, na própria página deles você encontra diversos materiais. Também precisamos do apoio da Guarda Municipal, um efetivo que nos ajude em questões de maus-tratos. Temos também que ter uma fiscalização nos pet shops, nos criadores clandestinos. Enquanto as pessoas não forem punidas, não houver multa, a situação vai continuar. Por isso a educação também é tão importante, para que as pessoas não comprem animais de criadores que não sejam sérios", recomenda Rachel.
No Projeto Sete Vidas, um grupo de voluntários que cuida somente de gatos, a solicitação também é para educar a comunidade. "Como ainda não somos uma ONG, não fomos procurar o poder público para nos ajudar. Mas educar a comunidade é fundamental, para evitar maus-tratos, abandono e também para falar sobre a importância da castração", explica Daiane Vicente.
"A sociedade precisa se conscientizar de que todos podem colaborar. Tentamos dar suporte, ajudamos com consulta veterinária, castração, tudo através de doações", explica Sabrina Vieira Mioto, também voluntária.
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