''Vivo aqui no centro de socioeducação, mas desde quando cadeia é solução.'' Refrão de um rap escrito e interpretado por quatro internos do Centro de Socioeducação (Cense) I de Londrina, o verso abriu o Projeto Conversações, que reuniu, ontem, diretores, educadores sociais e equipe técnica dos seis Cense que compõem a regional II do Paraná, na sede do Cense I. Em discussão: o cotidiano das unidades socioeducativas do Estado.
Conforme o coordenador estadual do Conversações, Édio Raniere, o projeto nasceu no ano passado, de uma demanda dos profissionais que atuam na Secretaria de Estado da Criança e da Juventude e da própria gestão. ''Fazíamos capacitações para aproximar a sede dos Cense e resolvemos criar um modelo de diálogo, executado em cinco fases'', recordou.
Educador social e coordenador de referência em segurança no Cense I de Londrina, Marcelo Aparecido da Silva participou ontem do seu segundo Conversações, que definiu como uma ''simbiose'': ''É uma troca de experiências e informações sobre procedimentos teóricos que são traduzidos e conversados no intuito de aprimorar o trabalho, respeitando o contexto diferenciado de cada unidade''.
Segundo Silva, o projeto vem para complementar as ações de um sistema socioeducativo que está sendo reconstruído pelo Estado. ''Verificando a realidade das outras unidades, comparando, percebi que não estamos tão ruim e passei a valorizar mais o trabalho das unidades e o nosso. Vi que estamos no caminho certo.''
Participaram representantes das cidades de Londrina, Santo Antônio da Platina, Umuarama, Campo Mourão e Paranavaí.

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