No infinito microcosmos da sala vazia, um músico solitário inunda o espaço com sons etéreos, tendo como companheira e ouvinte as gotas de chuva que respingam na janela aberta. As notas ecoam pelos salões do prédio e vão se misturando a outros instrumentos, compondo uma mágica sinfonia que acompanha sonoramente o dia chuvoso e melancólico do inverno londrinense. O sopro encorpado do instrumentista ao trompete faz vibrar o espírito e, talvez, embale seus sonhos de reconhecimento público. Ou, simplesmente, sirva para concretizar o devaneio perpétuo de apenas existir. (Luciano Augusto)

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