Os moradores da tranquila Rua Estephania Michaliszyn Von Stein, localizada entre a Avenida Lucílio de Held e a linha do trem, na Zona Norte de Londrina, frequentemente passam pela mesma dificuldade na hora de preencher um cadastro ou ficha por causa da grafia e pronúncia do nome da via. ''É preciso soletrar ou levar uma conta de luz para não errar na hora de escrever'', conta a dona de casa Poliana Letícia Santos.
Já o funileiro e pintor Sergio Aparecido de Almeida prefere simplificar a conversa na hora de passar o endereço, abreviando o ''Michaliszyn'' para ''M''. O mesmo senso prático foi adotado pelo empresário Edson Lopes. ''Quando preciso passar o nome da rua, digo apenas 'Estephania M. Von Stein'. O nome japonês eu prefiro abreviar'', comenta.
Na verdade, o sobrenome 'Michaliszyn' é de origem ucranina, e 'Von Stein' é um nome alemão. Entre os moradores ouvidos pela reportagem, ninguém soube dizer ao certo quem foi a mulher que deu nome à rua em que residem. ''Ela deve ter sido uma professora ou vereadora'', aposta Poliana. A estudante de Publicidade Juliana Silva de Oliveira relata que já ouviu uma mulher comentar sobre o assunto. ''Ela disse que trabalhou na casa de Estephania, que um dos filhos é advogado. Parece que era uma pessoa legal''.
Quem pôde esclarecer a curiosidade foi a neta de Estephania, a psicóloga Adriana Von Stein. Ela conta que sua avó mudou-se para Londrina na década de 1940, junto do marido, o alemão José Von Stein, com o intuito de fundar uma empresa do setor de refrigeração, já que na época não havia fornecedores destes equipamentos na cidade. ''Depois da morte de minha avó, em 1999, ela recebeu esta homenagem'', relembra Adriana.
Além do nome que chama a atenção, a Rua Estephania Michaliszyn Von Stein é lembrada por seus moradores como um lugar tranquilo para viver. Nem mesmo o barulho provocado pela passagem dos trens, inclusive de madrugada, parece incomodar.
Somente o campo de futebol no final da rua é alvo de algumas críticas. ''No domingo à tarde as crianças ficam brincando por ali, mas o problema começa à noite, quando aparecem turmas de fora do bairro para jogar futebol e bagunçar'', comenta Sergio de Almeida. Para ele, a solução seria transformar o local em uma praça pública.

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