À procura de um novo dono
Curitiba - Na hora de doar o cão de grande porte, protetores dos direitos dos animais encontram mais dificuldades. Além das exigências normais feitas a quem vai adotar qualquer tipo de cão, quem procura um pitbull, rottweiler ou outra raça do gênero precisa ter espaço e muros e portões capazes de minimizar o risco do animal voltar para a rua.
"Os cães mais velhos dificilmente são adotados", aponta Marcelo Misga, presidente da Amigo Animal. Além disso, quem procura um cão de grande porte como um rotweiller ou um pitbull em geral está atrás de um cão de guarda. "Não gosto de doar quando é para isso", revela.
No entanto, Misga admite que não é possível ser inflexível. "Temos muitos cães que precisam de um lar, uma família para cuidar deles", diz. Na hora de doar um cão-de-guarda, ele tenta avaliar se o adotante irá fornecer ao cão o que ele precisa.
"Um cão desses precisa de muito espaço, não pode ficar amarrado, tem que receber alimento de qualidade e cuidados médicos", aponta."Sempre uso o bom senso na hora de avaliar o adotante", explica.
Para Soraya Simon, da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), um requisito é essencial para quem quer um cão de qualquer porte ou raça. "Cães são animais de companhia. Por isso quem adota um tem que ter tempo para dedicar a ele", defende. Além disso Misga também recomenda que cães de grande porte sejam adotados em dupla. "É bom que ele tenha um outro cão para fazer companhia", diz.
"Quando o cão vai ser adotado por alguém que quer um animal para proteger a casa, mas que é responsável e vai dar atenção para o bicho, nós doamos", explica. Para ter certeza que o adotante está tratando bem o cão, voluntários da Sociedade e da Amigo Animal visitam o local onde o cachorro irá viver e fazem o acompanhamento depois da adoção.
Para Soraya, outros itens obrigatórios para quem quer adotar um cão de grande porte é ter muros altos e portão para evitar que o animal fuja. "É um cão que representa risco caso consiga chegar na rua, então é importante que o adotante esteja preparado para evitar esse tipo de problema", diz.
"Também não recomendo a adoação quando a família adotante tiver crianças muito pequenas", adianta Misga. Para ele, crianças pequenas não estão preparadas para lidar com animais. "Elas não entendem a diferença entre seres vivos e bichos de pelúcia", diz. (R.C.F.)





