Foi a presença do marido, o fisioterapeuta André Meneghel Rando Júnior, que proporcionou à psicóloga Clarissa Única Morales Rando maior tranquilidade durante o nascimento de Pedro Morales Rando, hoje com um mês e meio.
O filho do casal veio ao mundo após ela se submeter a uma cesariana realizada no Hospital Evangélico na manhã do dia 3 de maio, pesando 4 quilos. Segundo Clarissa, o marido sempre a apoiou, desde o início da gestação, e ela sugeriu que ele compartilhasse o momento do parto. ''A presença dele foi fundamental para me manter tranquila durante todo o tempo. Eu ia perguntando o que estava ocorrendo e ele ia me contando cada etapa, me dando força'', contou.
''Foi uma experiência muito bacana poder ver meu filho nascer. E, apesar da ansiedade que tomou conta de mim, eu a ajudei a ficar mais segura'', afirma André.
No Evangélico, a presença de acompanhante é permitida tanto em parto normal quanto cesárea. Segundo a supervisora de enfermagem do centro cirúrgico, Thays Chirato, o acompanhante é orientado a não participar quando a gravidez é de risco, como nos casos em que o bebê nascerá extremamente prematuro. Segundo a supervisora de enfermagem Neusa Queiroz, são realizados cerca de 200 partos por mês, sendo que 80% são cesarianas.
Na maternidade municipal Lucilla Balallai, o gerente do hospital, Américo Guazzelli, explica que desde a primeira consulta a gestante já escolhe um acompanhante que irá acompanhá-la durante as etapas do parto. No entanto, ele explica que também na maternidade não é permitida a entrada do pai ou qualquer outro acompanhante quando há necessidade de procedimento cirúrgico.
''Apesar de estar na lei esse direito, nós seguimos as orientações da equipe de controle de infecções. E eles orientama restrição da entrada, devido ao risco que isso pode representar à paciente e ao bebê.'' Segundo o gerente, a maternidade realiza cerca de 300 partos mensalmente, sendo que apenas 81 (27%) são cesáreas. (F.C.)

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