Curitiba - A grande divergência com a prefeitura refere-se aos cálculos sobre a quantidade de lixo médio gerado por residência. ‘‘A prefeitura superestimou a produção de lixo por domicílio’’, acusa o vereador Marcelo Almeida (PMDB), mostrando que a maioria das cidades brasileiras, assim como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), considera que em média cada cidadão produz 800 gramas de lixo por dia. Assim, uma casa com quatro pessoas –que é a média em Curitiba– produz 3,6 quilos de lixo por dia.
O problema é que a tarifa não será calculada por peso, mas sim por volume, e prefeitura e oposição discordam em seus cálculos. Enquanto a prefeitura considera que um quilo de lixo corresponde a 8 litros, Almeida apresenta cálculos de 4 litros por quilo. Assim, a tarifa mínima de até 30 litros equivale a uma produção de 7,5 quilos de lixo por dia no domicílio.
O biólogo Laerty Dudas, autor do CD Rom ‘‘Origem e Destinação dos Resíduos Sólidos’’, confirma que a média brasileira é de 300 a 500 gramas de lixo por dia por pessoa. Ele ressalta, no entanto, que tanto o volume como peso estão ligados ao volume de lixo orgânico, mais pesado do que o material reciclável.
‘‘Em Curitiba, por exemplo, onde as pessoas têm um poder aquisitivo maior, o lixo tem menos material orgânico e mais embalagens. Com isso, ele gera maior volume e menos peso’’, diz.
Nesse sentido, alguns setores já estão apresentando propostas alternativas para a cobrança. O vereador Marcelo Almeida diz ainda que a tarifa mínima pode ser cobrada de acordo com o número de moradores de cada casa.
Segundo a superintendente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marilsa Dias, os cálculos previstos no edital estão baseados no volume de lixo que entra no aterro sanitário da Caximba, estimado em 790g/habitante/dia. (M.G.)

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