Obras inacabadas parecem ser uma constante no poder público. No dia 30 de outubro a FOLHA publicou matéria mostrando estruturas que deveriam estar servindo à população e estão abandonadas. São cerca de mil em todo o Estado. Em Londrina a situação não é diferente. Assim estão as duas Praças da Juventude, uma na Zona Norte, na Avenida Henrique Mansano, ao lado do autódromo e outra na Zona Sul, na avenida Guilherme de Almeida, ao lado Serviço de Pavimentação de Londrina (Pavilon).
O primeiro projeto - da Zona Norte -, foi anunciado em dezembro de 2009, ao custo de R$ 1.910.669,12 e prazo de execução de 180 dias. O prazo para entrega, portanto, era em julho do ano passado. No entanto a empresa que venceu a licitação acabou abandonando a obra, que está paralisada.
A reportagem da FOLHA esteve no local e constatou que a estrutura está praticamente pronta, mas se deteriorando. Salas pintadas, com direito a piso e forros instalados, já estão sujas e esquadrias de portas e janelas sofrem os efeitos da ferrugem. Em alguns locais os quadros de luz já estão inclusive com os disjuntores, mas com as portas abertas, deixando todo o material a disposição de quem quiser levá-los.
Nos futuros banheiros, cobertores e latas de refrigerante cortadas e escuras indicam que usuários de drogas estão frequentando o local. Nos espaços externos, a quadra coberta está praticamente pronta para uso e um dos campos tem grama até o meio. Tudo cercado por um mato que já passou da hora de ser cortado e muitos buracos abertos, destampados, cheios de água e larvas do mosquito da dengue.
Na Zona Sul a praça também está com a construção atrasada. A obra foi orçada em R$ 1.920.762,14 e deveria ter sido entregue em julho deste ano, mas por enquanto operários e tratores ainda trabalham no local. Da estrutura física pouca coisa está pronta, mesmo assim, crianças e jovens já usam o espaço, principalmente a pista para skate.
A comerciante Claudete Romanin Gobeti, afirma que se lembra de quando as obras começaram, no final do ano passado, mas que o fluxo de operários sempre varia. ''Tem dia que tem um monte de gente, tem dia que não tem ninguém. Durante um tempo ficou tudo parado, agora começou de novo. Acho que vai ser uma obra muito boa, principalmente se tiver sempre alguém cuidando, para não juntar usuário de drogas'', explica.
Marina Aparecida da Costa, cabeleireira, também é vizinha da obra e espera que a praça fique logo pronta. ''Quando vamos fazer caminhada acabamos andando na beira da pista, o que é bem perigoso. A praça mais perto disponível é no Jardim das Indústrias; nossa expectativa é que fique pronta o quanto antes e que seja uma coisa boa para a nossa região, que é bem carente de lazer.''
Ciclovia
Outra obra parada é a ciclovia que ligará os lagos Igapó I e II. No trecho que tem início na barragem e vai até o Iate Clube, passando por dentro da mata, margeando a pista de caminhada, apenas foi retirada a grama. Em uma pequena parte próximo à barragem foram colocados pedriscos. Anunciada em junho deste ano e com prazo de 150 dias, deveria ser finalizada neste mês, mas nada indica que ficará pronta a tempo. O valor inicial é de R$ 485.417,53 e os recursos devem vir do Ministério do Turismo.

A praça não é do povo
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