A Plaenge é mera agente do benefício
O presidente da construtora Plaenge, Ézaro Medina, disse ontem em Londrina que a empresa é mero agente do benefício. Parece que nós tiramos vantagem, mas não é. Não estamos ganhando. Estou deixando de recolher o ISS para o município, mas não fico com o dinheiro do imposto porque, na verdade, eu não recebi esse dinheiro do cliente. Estou deixando de receber e de pagar e isso me causa prejuízo, que é o desgaste da imagem, reclamou.
Ele explicou que quando repassa o orçamento de uma obra para uma empresa, considera todos os impostos. No caso da Beta Sul, ele diz ter calculado em R$ 150 mil o ISS da obra. Mas tirou o item da planilha de custos porque o representante da empresa, Ricardo Ramos, garantiu ter obtido a isenção junto à prefeitura, como consta no projeto. Aí eu fiz a dedução, garantiu Medina.
Ele lembrou que a prefeitura, como não fez a terraplenagem reivindicada pela Beta Sul, trocou a obra por uma série de incentivos que substituíam a terraplenagem, incluindo a isenção do ISS. Canziani confirmou a informação e disse que a medida saiu mais barata para a prefeitura.
Para Ézaro Medina, quando se entra num processo de industrialização, é necessário muita negociação. E se para a prefeitura e para a empresa escolheu-se esse caminho, foi porque ele era viável, avalia. Ele diz que a Plaenge já passou por processo semelhante ao acertado entre prefeitura e Beta Sul. Alex Canziani disse que a renúncia do ISS não é um procedimento novo em Londrina. Houve essa alternativa na construção do Caic e também de algumas obras do Estado, garante.
O projeto do Executivo aprovado ontem prevê concessão de benefícios fiscais relativos à isenção das taxas de aprovação e do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, ainda que executados por terceiros, mas referentes à unidade industrial que será implantada em nosso município. Um protocolo de intenções da instalação da Beta Sul, anexado ao projeto com o selo do governo do Estado, avaliza a isenção. (P.Z)





