Terminou ontem, com a realização da última sessão ordinária, o ano legislativo regular de 1997 na Câmara Municipal. O próximo ano regular será aberto apenas em 15 de fevereiro. A partir de hoje, no entanto, os vereadores passam a se reunir diariamente em sessões extraordinárias solicitadas pelo prefeito Antonio Belinati (PDT), para que sejam votados projetos de lei do Executivo que necessitam de aprovação até 31 de dezembro, para que possam entrar em vigor em 1998.
Entre eles, destacam-se os projetos que tratam da reforma administrativa municipal - aí incluído o plano de exoneração voluntária dos funcionários -, do código tributário, da planta de valores para a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), da terceirização da administração do Autódromo Internacional Ayrton Senna e da lei que transformou o Serviço de Comunicações Telefônicas de Londrina em Sercomtel S/A.
Até antes da tumultuada sessão de ontem, havia a ameaça de que o grupo da bancada de apoio a Antonio Belinati na Câmara - composta por 11 vereadores e liderada por Renato Araújo (PPB) - poderia boicotar a realização das extraordinárias em represália à suspensão da eleição para a nova mesa diretiva, conseguida pelo presidente Adalberto Pereira, líder da oposição ao prefeito. Mas os vereadores de oposição a Adalberto garantem que não haverá bloqueio das votações extraordinárias.
‘‘Até 31 de dezembro, não vamos boicotar nada. Em defesa dos interesses de Londrina, vamos participar das sessões e votar todos os projetos que forem importantes para a população. Até o final do ano, a atual mesa está no exercício legal do mandato para o qual foi eleita’’, comentou Araújo.

mockup