''A participação dos pais deixa a desejar''
Biblioteca que funciona como enfermaria, que funciona como secretaria. Arquivo e porão que viram sala de reforço. Pátio que também é quadra de esportes. A partilha do espaço entre colégio estadual e escola municipal é o que mais incomoda alunos e professores. Pelo menos na opinião da professora auxiliar Wagna Felix da Silva Teixeira.
''A participação dos pais também deixa a desejar. Eles mandam os filhos para a escola só para não perder o benefício do governo e nem se preocupam se eles estão aprendendo'', constatou Wagna. Para cobrar mais participação familiar, a professora auxiliar tem preparado tarefas diferenciadas para que as crianças peçam ajuda aos pais ou irmãos na resposta.
''Com uma escola própria poderíamos trabalhar em períodos, as salas não ficariam tão cheias e poderíamos explorar formas diferentes de ensino para chamar a atenção do aluno'', sugeriu a professora Sonia Aparecida Alves de Lima.
Hoje, na Escola Francisco Escorsin, de 30 a 40% dos estudantes vêm da Zona Rural e 19 alunos repetiram de ano, 12 fazem a segunda série novamente, seis a quarta e um a terceira.
''Dificilmente repetimos alunos de primeira série, mas para isso, pedimos autorização dos pais, que assinam um documento. Mas não encaro a reprovação na primeira série como um incentivo'', declarou a diretora Maria Cardoso.





