O que atrai as quadrilhas na nova rota
1 - Não há registro nacional de veículos no Paraguai. Polícia do país não está informatizada, o que dificulta eventual checagem de documentos por policiais brasileiros em caso de suspeita de roubo. Transferência de propriedade de veículos é feita por meio de um contrato, firmado em cartório.
2 - Policiais rodoviários brasileiros não são treinados para ‘‘decifrar’’ a documentação paraguaia; por desconhecimento, muitos desses policiais, durante blitze em estradas brasileiras, acabam liberando veículos paraguaios roubados e com documentação falsa ou adulterada.
3 - O Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, em 95, extigiu a exigência de documento expedido pela Receita Federal para veículos dos países membros do bloco quando entram no País; medida facilita passagem de veículos roubados.
4 - Veículos roubados no Paraguai – geralmente camionetes de luxo a diesel – atendem a necessidade dos receptadores na Bolívia. País tem topografia íngreme e estradas em mau estado de conservação, o que exige veículos resistentes.

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