- No livro ''As Intermitências da Morte'', José Saramago imagina um país em que ela, magoada com a ingratidão dos humanos, resolve parar de matar e, aos poucos, altera o próprio sentido da vida. O País começa a morrer de saudades da morte
- Antropólogo, romancista e político, Darcy Ribeiro (1922-1997) vislumbrou o fim internado para tratar de um câncer. Resolveu morrer melhor. Fugiu da UTI e foi à Praia de Maricá, no Rio, finalizar uma obra, ''O Povo Brasileiro''
- O historiador Philippe Ariès (1914-1984) produziu o clássico ''História da Morte no Ocidente''. Concluiu: ''Antigamente, a morte era uma tragédia - muitas vezes cômica - na qual se representava o papel daquele que vai morrer. Hoje, a morte é uma comédia - muitas vezes dramática - em que se representa o papel daquele que não sabe que vai morrer''
- No filme ''As Invasões Bárbaras'', o canadense Denys Arcand mostra a despedida irônica de um professor que morre rodeado por amigos, filho, ex-mulher e até amantes favoritas
- Manuel Bandeira (1886-1968) escreveu no poema ''Preparação para a Morte'': ''Tudo é milagre. Tudo, menos a morte - bendita a morte, que é o fim de todos os milagres''

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