A mordida sara, o medo fica
Curitiba - Até setembro deste ano, a Sanepar registrou 36 ataques de cães a leituristas durante o trabalho. No ano passado foram 41. Ao fazer leitura do consumo de água durante cinco horas por dia, Richeli Borges do Santos se depara com todos tipos de cães. Cada leitura é uma volta no tempo. Há um ano e meio ela foi atacada por um pitbull, que quase cravou os dentes em seu pescoço. ''Fiquei traumatizada. Foi tudo muito rápido. Quando vi, ele estava pulando com a duas patas em cima de mim'', conta.
O ataque aconteceu depois que a leiturista já havia feito a medição na residência que abrigava o cachorro. Quando retornava fazendo a leitura pelo outro lado da rua, o pitbull atacou. O cachorro estava amarrado com uma corda de varal e conseguiu se soltar. Depois o animal abriu o portão e avançou.
Para um caso como o de Richeli, o decreto de Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941, prevê prisão de 10 dias a dois meses ou multa para ''omisão de cautela na guarda e condução de animais''. Ou seja, o dono do cão que atacou a leiturista deveria ser punido pela Justiça. ''A lei é defasada'', critica César Luiz Vieira Juschaks, da Sanepar. Em todo ataque sofrido, a Sanepar registra um boletim de ocorrência. Nunca há resultado, diz Juschaks. (T.A.)





