''Nada é permanente neste mundo'', afirma com uma tranquilidade desarmante a monja Coen, a brasileira Cláudia Dias Batista de Souza, ex-jornalista, que iniciou seu caminho como praticante do budismo há 20 anos e que esteve em Londrina no fim de semana para uma série de atividades. E ''se tudo o que começa, termina'', a expectativa é de que esse movimento de violência que toma conta do mundo, com guerras no longínquo Oriente e outras, muito próximas, nos centros urbanos brasileiros, também passe. Talvez dependa muito mais de cada um de nós. Como disse a monja Coen, em entrevista à Folha,''precisamos criar uma cultura da paz'', para contrapor à cultura da violência, que hoje prevalece''.
Não só participante, como atenta observadora da vida, a monja identifica nos dias de hoje um aprendizado da agressividade que se inicia já na infância. ''Até os desenhos animados ensinam a criança a reagir ao mundo com violência'', comenta. E mesmo quando se fala em paz, a forma encontrada é ''de peitá-la'', seja queimando bandeiras, boicotando símbolos de consumo ou criticando asperamente os principais envolvidos.
As práticas budistas, em especial a meditação ''que não é uma exclusividade do Oriente'', como faz questão de ressaltar indicam a sabedoria e a compaixão como antídotos para os ''três venenos que intoxicam a humanidade: a ganância, a raiva e a ignorância''.

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