A gravidez é um período de muitas mudanças e descobertas e pode até assustar as mamães de primeira viagem. Para algumas mulheres, deficientes físicas, a gravidez pode significar algo muito maior e um desafio, que chama a atenção de quem não imagina que uma cadeirante possa engravidar.
Quando se descobriu grávida, em 2005, a analista judiciária da Justiça Federal, Nágela Ali Kassem, levou um susto, já que a gravidez não era planejada. Aos 40 anos, sua preocupação era se o bebê nasceria saudável, devido à sua idade. Vítima de paralisia infantil aos 11 anos de idade, Nágela é dependente da cadeira de rodas para se movimentar, mas isso não a impediu de muitas realizações, entre elas, a maternidade.
''Embora não fôssemos casados, eu tinha um relacionamento estável e o fato de ter sobrinhos e meu companheiro já ser pai supria em parte meu sentimento maternal, então não pensava em engravidar. Quando descobrimos a gravidez, eu sabia que precisaria de auxílio para cuidar do bebê, mas nunca pensei em algo como sendo uma missão impossível. Pensei em como me adaptar à situação'', conta ela.
Ela conta que fez o pré-natal como qualquer grávida e teve apenas inchaço nas pernas e algumas alergias, mas não teve aumento exagerado de peso, problemas de pressão nem infecções urinárias, que costumam afetar mulheres grávidas. Para o parto, em conjunto com a obstetra, cujo acompanhamento e orientações médicas durante a gestação foram fundamentais, ela optou pela cesárea. ''Foi uma questão de segurança. Por causa da pólio tive diminuição de força e movimento, não sei se teria contrações. Apenas tomamos cuidado com a anestesia, mas foi tudo muito tranquilo.''

Leia a reportagem completa de Èrika Gonçalves, em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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