A matemática de cada dia
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quinta-feira, 05 de maio de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Por acaso você se lembra do valor de Pi? E das fórmulas usadas para encontrar a Progressão Aritmética ou Geométrica? Você sabe explicar o que é seno, cosseno e tangente? Todos estes elementos fazem parte da Matemática. A disciplina que é responsável por despertar, desde muito cedo, amor e ódio entre os alunos tem um dia comemorativo: 6 de maio.
Para muitos a matemática é uma pedra no sapato e por mais que para outros ela não incomode, a ''pedra'' faz todo o sentido, já que cálculo vem do latim - ''calculu'', que por sua vez significa pedrinha. De acordo com a professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordenadora da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), Ana Lúcia da Silva, ''pedrinhas'' são necessárias em qualquer obra. ''A matemática está mais presente no dia a dia das pessoas do que elas imaginam. O parcelamento de uma compra, a construção de um prédio, o crescimento de uma empresa, até mesmo a informática. Tudo envolve matemática'', afirmou.
Por mais que você não goste dos números, é impossível fugir deles. A professora afirma que gosta das coisas racionais e esta é a característica que mais a atrai no curso. ''Na matemática ou a informação é falsa ou é verdadeira. Isso é o que me encanta''. destacou. Os estudos em matemática ajudam a desenvolver o raciocínio lógico que, segundo ela, é necessário em tudo que se faz na vida.
Natural
Em uma tarde na escola, Kauane da Silva e Danielly Cordeiro Santos Silva aprendiam matemática em um jogo que inclui copinhos coloridos, grãos de feijão, um dado e uma folha de anotações. Para elas, era tudo muito divertido. ''É diferente aprender matemática assim, mas é bem legal'', garantiram as meninas de 8 e 9 anos, alunas do Instituto de Educação Infantil e Juvenil. Na mesma sala outros estudantes aprendiam conceitos matemáticos jogando xadrez, fazendo formas geométricas com papel, em jogos de cartas e saquinhos de feijão.
Para a diretora da escola, Luiza Leonor Cavazotti e Silva, se as pessoas têm horror à matemática é porque foram ensinadas da forma errada. Ela afirma que os mecanismos mentais estão relacionados às grandes estruturas da disciplina. ''Quando a criança aprende a classificar, ordenar e quantificar alguma coisa está aprendendo estruturas básicas da matemática. Elas são as formas de pensar. A matemática é algo tão natural quanto pensar e descobrir coisas'', explicou.
Ela defende que qualquer aluno pode aprender em situações práticas, jogos e desafios. ''Este é o grande diferencial do escritor Malba Tahan, a matemática em si é um desafio'', destacou. ''A matemática está nas relações mentais, o professor deve criar uma situação e o grupo de alunos deve solucionar, tirar conclusões e levantar conceitos. Não é o professor que vai ensinar, é o aluno que vai aprender e aprender é se aproximar cada vez mais do certo'', completou.
A diretora afirma ser impossível separar a matemática das demais disciplinas, já que o conteúdo é multidisciplinar. ''A matemática não precisa de muita memória porque o conhecimento passa a fazer parte dela. Toda vez que o aluno olha para um novo problema, desenvolve uma nova inteligência. Ele incorpora os conceitos matematicos e passa a olhar tudo com outras lentes.''


