Ela já faz parte do dito comum, todo mundo tem e muitas vezes é bem peculiar. Definida pelo dicionário Aurélio como ''excentricidade ou gosto exagerado por algo'', a mania, em poucas palavras, é aquele hábito do qual muitas vezes o ''detentor'' não consegue - ou não quer - se livrar.
Segundo o psicólogo Alfredo Sallum, as manias muitas vezes apresentam-se como defesa do ego, protegendo o indivíduo de ansiedades e angústias. ''As manias geralmente são de natureza obsessivo-compulsivas, mas é importante distinguir quando existem traços obsessivos saudáveis''.
O psicólogo cita exemplos: limpeza, disciplina, organização, cuidados pessoais, entre outros comportamentos que a pessoa valoriza e manifesta com frequência, são manias. E faz a ressalva. ''Desde que não interfiram de maneira negativa na vida da pessoa e nem na vida dos demais, ao seu redor, problema não há'', sustenta.
Apresentações feitas, impossível não perguntar: teria Sallum alguma mania? A resposta é rápida. ''Dentre minhas muitas manias, uma que tenho em excesso é a de organização: meus livros precisam sempre estar sobrepostos uniformemente''. A reportagem da FOLHA atesta. O consultório do psicólogo reflete organização.
Mania de subir na balança - Os amigos e familiares de Renata Ferraz Caram, 16 anos, estudante do 3º ano do ensino médio, já sabem: ela não resiste a uma balança! Isso mesmo, bastou Renata registrar uma balança em seu campo de visão que lá vai ela verificar seu peso. ''Tenho essa mania desde quando comecei a frequentar a academia, há quatro anos. No meu caso, o cuidado é maior porque na minha geração existe uma grande preocupação e exigência em relação à boa forma''.
A exigência, aliás, converteu-se em cuidado redobrado, em se tratando da mania de Renata: ela tem uma balança em casa e não deixa de se pesar diariamente na academia. ''Me peso todos os dias. Por ser uma mania, como sou muito exigente nesse assunto, acabo na maioria das vezes insatisfeita'', afirma, diante de seus bem distribuídos 59 quilos em 1.70 metro de altura.
Afeita aos doces - não vive sem ao menos uma bala ou sobremesa a cada 24 horas - e à comida feita pelo pai, Renata abre uma exceção à mania apenas quando viaja. ''Ano passado fui para a Disney e relaxei. Quando voltei, demorei um tempo para voltar ao peso e, claro, subir na balança'', relembra, aos risos.
Serviço
O site www.alppsicologa.hpg.ig.com.br/listmanias.htm traz interessantes exemplos de manias e seus respectivos nomes.

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