A história do Educandário de Londrina é curta, porém conturbada. Desde a primeira inauguração, em julho de 2004, aconteceram seis fugas e dez situações de extrema tensão, entre rebeliões, tumultos e motins.
Construído com uma série de falhas estruturais, já nos seis primeiros meses de funcionamento, entre julho e dezembro de 2004, a unidade enfrentou problemas dos mais diversos, que vão desde rebeliões, passando pela demissão de funcionários que denunciaram a falta de condições de trabalho e deficiências do prédio, até intervenção da justiça e interdição para reforma.
Em abril de 2005, o Educandário foi inaugurado pela segunda vez. Cerca de um mês depois os problemas voltaram a acontecer. Em apenas oito meses daquele ano aconteceram quatro tumultos, uma fuga e uma rebelião, no mês de dezembro - classificada como a mais violenta da instituição. A confusão foi liderada por internos classificados como perigosos. Eles subiram no telhado e enfrentaram educadores e homens da Polícia Militar. Um funcionário e um adolescente ficaram feridos.
Em setembro de 2006, um dia depois da substituição de 90% dos funcionários da unidade, aconteceu um novo motim. Os adolescentes protestavam contra a troca de pessoal. No mês seguinte, os adolescentes se rebelaram novamente.
Desde então, o Educandário passou por sete meses de tranquilidade até o motim deste fim de semana, que assume a liderança de o mais longo nos três anos de funcionamento da instituição. (Wilhan Santin)

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